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Sintomas físicos e espiritualidade: quando o corpo pede para ser escutado

24 de set.
3 min de leitura
Mãos acolhendo sementes.

Você tem se sentido desconectada de si mesma? Percebe que o seu corpo tem chamado a sua atenção de alguma forma, mas ainda não conseguiu compreender o que está por trás disso?


O corpo participa da nossa história.

Ele pode expressar tensões, mudanças, emoções e experiências que nem sempre conseguimos reconhecer imediatamente. Muitas vezes, aquilo que ainda não conseguimos colocar em palavras encontra outras formas de chamar nossa atenção.

É nesse lugar que o autoconhecimento pode abrir uma nova possibilidade de escuta.


O que o corpo pode nos convidar a perceber?

Na abordagem da psicanálise integrativa com linguagem do corpo, o corpo é observado também como parte da experiência emocional e subjetiva de cada pessoa.

Isso não significa atribuir uma causa emocional a todo desconforto físico, nem substituir a avaliação e o acompanhamento dos profissionais de saúde quando eles forem necessários. Significa ampliar o olhar.


Quando algo no corpo desperta nossa atenção, podemos acolher a experiência e, ao mesmo tempo, nos perguntar:

  • Onde foi que eu parei de me escutar?

  • Existe alguma emoção que venho deixando de reconhecer?

  • Que experiência ainda desperta desconforto quando me permito olhar para ela?

  • Em que momentos tenho ultrapassado meus próprios limites?

  • O quanto tenho vivido de acordo com aquilo que esperam de mim e o quanto tenho conseguido ouvir o que realmente faz sentido para mim?


Essas perguntas não têm como objetivo encontrar uma explicação única para aquilo que sentimos. Elas são um convite para olhar para a própria história com mais presença.


Quando deixamos de escutar o que sentimos

Há momentos em que seguimos funcionando, cumprindo compromissos, cuidando de todos, tentando dar conta de tudo.

Por fora, parece que estamos seguindo em frente, por dentro, porém, pode existir uma parte nossa pedindo espaço.


Talvez seja um cansaço que não conseguimos explicar. Uma irritação que aparece com frequência. Uma dificuldade de dizer não. Uma sensação de vazio. Uma tensão que nos faz perceber que alguma coisa dentro de nós precisa de atenção.


Nem sempre sabemos imediatamente o que essa experiência significa. E tudo bem.

Autoconhecimento não é ter todas as respostas. É desenvolver disponibilidade para fazer perguntas mais honestas.


Espiritualidade também é presença

Como compartilhei no texto “Espiritualidade Viva: o que é e como aplicar na sua vida”, acredito que a espiritualidade não precisa estar distante da vida cotidiana.


Ela pode estar na maneira como nos relacionamos conosco, nas escolhas que fazemos, na capacidade de reconhecer nossos limites, na responsabilidade sobre aquilo que sentimos e na disposição para viver de maneira mais coerente com nossa essência.

Espiritualidade, nesse sentido, também pode ser presença. Presença para perceber, para sentir, para reconhecer aquilo que antes era difícil de olhar e, principalmente, presença para voltar para si.


O corpo como convite à escuta

Quando aprendemos a reconhecer nossas emoções, observar nossos padrões e respeitar nossos limites, podemos construir uma relação diferente com nós mesmos.


Em vez de entrar imediatamente em conflito com aquilo que sentimos, podemos começar a perguntar:

“O que essa experiência está despertando em mim?”

Talvez o corpo não precise ser visto como um adversário a ser combatido.

Talvez possamos simplesmente começar a escutá-lo com mais curiosidade e respeito.


Isso não significa interpretar todo sintoma como uma mensagem emocional, nem deixar de buscar cuidados de saúde quando necessários.

Significa permitir que o corpo também faça parte da nossa conversa interior.


Quando o desconforto se transforma em oportunidade de consciência

No processo de autoconhecimento que facilito, o corpo, as emoções, os pensamentos e a dimensão espiritual podem ser contemplados de maneira integrada.

A proposta não é oferecer respostas prontas.

É criar um espaço de escuta no qual você possa olhar para sua própria história e perceber padrões, sentimentos, escolhas e necessidades que talvez estejam passando despercebidos no cotidiano.


Nesse caminho, podemos trabalhar questões como:

  • reconhecimento e expressão das emoções;

  • percepção de padrões repetitivos;

  • relação com limites e necessidades pessoais;

  • sentimentos que foram silenciados ao longo da vida;

  • reconexão com aquilo que traz sentido à sua caminhada;

  • desenvolvimento de uma escuta mais consciente de si.


Porque, às vezes, aquilo que mais precisamos não é de mais uma resposta.

É de um espaço seguro para finalmente conseguirmos ouvir a pergunta que já existe dentro de nós.


Quando você sente que precisa voltar para si

Se perceber que deseja aprofundar esse olhar e compreender melhor seus padrões emocionais, suas experiências e aquilo que hoje pede mais atenção em sua vida, a Mentoria Integrativa Reconectando ao Seu Coração pode ser um espaço para essa jornada.

Um encontro de escuta e autoconhecimento, no qual corpo, emoções, mente e espiritualidade podem ser contemplados de maneira integrada e respeitosa.

Você não precisa chegar com tudo compreendido.

Pode simplesmente chegar como está.


O corpo fala. A alma pede escuta.


Com amor,

Clarissa M. Amorim



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